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Sempre me perguntei como seria se eu tivesse que fazer todas as viagens com crianças, principalmente em voos mais longos. As respostas sempre vieram acompanhadas de muitas dúvidas e um certo temor diante das possíveis dificuldades. Enquanto eu adio meus planos de maternidade, vou aprendendo algumas técnicas e informações que podem facilitar a vida dos pais  de “primeira viagem” ou mesmo tirar de letra os percalços mais comuns.

As dúvidas vão desde a documentação necessária, alimentação indicada, artigos indispensáveis na bagagem até os roteiros mais adequados para a gurizada. Mas vamos por partes…

Documentação

Para voos domésticos, basta ter em mãos a certidão de nascimento ou identidade da criança. Para voos internacionais até mesmo os recém-nascidos precisam de passaportes, mas neste caso a validade do documento será apenas de um ano. Passaportes de menores de 18 anos tem validade definida de acordo com a idade (no site da Polícia Federal tem a tabela com os prazos de validade). Na ausência de um dos pais em viagens internacionais, é indispensável uma autorização assinada por ambos genitores e reconhecida em cartório. Na falta da assinatura de um dos responsáveis, só mesmo uma ordem judicial.

Qual melhor horário para voar?

O horário melhor para viajar com crianças é, sem dúvidas, à noite, hora em que elas estarão dormindo e não incomodarão outros passageiros. Com exceção de bebês, que não têm hora para chorar, a maioria das crianças tende a ficar impaciente durante os voos mais longos. Os voos diurnos podem ser bem agitados para os pais.

O que levar?

Viajar com bebês é ter que carregar aquela parafernália, certo? Depende. Não aconselho levar carrinhos de bebês, que ocupam muito volume e são sempre inconvenientes. Embora eles não entrem na franquia de bagagem das companhias aéreas (quando a acriança está viajando junto), o mais aconselhável é transportar carrinhos de passeio, que são leves e dobráveis ou, no caso de bebês de colo, os cangurus, que são super práticos durante toda a viagem.

Na bagagem de mão do avião, além das fraldas, leve sempre duas trocas de roupas, lenços umedecidos, travesseiro e um casaco. Não esqueça de um antitérmico e uma medicação contra enjoos. Crianças de até dois anos costumam sentir mais dor de ouvido por causa da pressurização, sendo importante  consumir bastante líquidos. Não esqueça de colocar a chupeta na hora da decolagem e aterrisagem.

Alimentação – Muita gente não sabe, mas as companhias aéreas preparam refeições especiais para crianças durante a viagem, mas solicitação deve ser feita com até 48h antecedência. Papinhas industrializadas podem ser aquecidas a bordo, bem como as mamadeiras que também podem ser feitas no avião. Leve mamadeiras vazias e leite em pó para preparar.

Onde dormir no avião?

Crianças de colo não ocupam uma cadeira do avião, embora paguem 10% da tarifa da passagem (até os dois anos de idade). Por isso, antes de viajar, comunique a companhia aérea que está viajando com um bebê e se certifique que ela oferece o bercinho de viagem, que fica acoplado na parede da primeira fileira da cabine. Se for levar o bebê conforto informe a companhia.

Onde se hospedar?

Antes de viajar faça o booking em hotéis com facilidades no quarto como cozinha e microondas para preparar ou aquecer alimentos no quarto. Isso vai facilitar e muito sua vida, principalmente porque escolher restaurantes que agradem (e atendam) toda a família pode não ser simples.

Para onde ir?

Os roteiros infantis poder ir muito além dos parques da Disney. Na Europa é comum ver famílias com crianças em programas que consideramos “de adultos”. Falando nisso, na hora de viajar as europeias são bem menos estressadas que as brasileiras e não parecem se preocupar muito com programações estritamente infantis ou super kits de viagem. Há uma infinidade de parques maravilhosos nas cidades, que irão fazer a alegria da criançada após um passeio no museu, por exemplo. O ideal é evitar lugares com grande aglomeração de pessoas, principalmente se você estiver viajando com mais de uma criança. No mais, a minha dica é relaxar e aproveitar ao máximo a viagem com os filhos. São momentos únicos e devem ser curtidos sem stress ou doses extras de preocupação.