Grand-Palace-Bangkok

 

Costumo dizer que a melhor parte de cada viagem está na bagagem que você traz dos lugares por onde passa. Mais do que fotos ou souvenirs, as inúmeras experiências que cada país e cultura te proporcionam é o que realmente “pesa na mala”. Visitar a Ásia é sempre uma experiência única. Já escrevi bastante sobre a China e o Japão neste blog e posso afirmar que são países onde aprendi muita coisa. Na Tailândia não foi diferente.

 1. A Religião define o país.

A primeira coisa que me chamou atenção quando cheguei em Bangkok foi o número de templos espalhados pela cidade. São dezoito mil em todo o país ilustrando bem a cultura Thai com sua arquitetura rica, extravagante e muito bem trabalhada, cheia de curvas e detalhes. É uma cidade onde a “presença” de antigas dinastias e a modernidade das estruturas ocidentais compõem o mesmo cenário, um forte sinal de respeito à tradição e, especialmente, à religião.

Exatamente por isso a Tailândia é um país pacífico. Só para ilustrar o que quero dizer, em Bangkok, ao invés de favelas, o que se vê são casinhas de palafitas que se misturam a modernos prédios e viadutos, contrastes não muito diferentes daqueles que vemos nas grandes capitais brasileiras. A diferença é que na Tailândia, a condição social não justifica o crime (o país possui índices baixíssimos de violência), já que os tailandeses aprendem desde cedo os cinco preceitos do código ético do budismo Theravada: Não matar, não roubar, não abusar sexualmente, não mentir e não envenenar bebidas.

2. O sorriso do tailandês te abraça!
Mas nada me impressionou tanto quanto a hospitalidade e o sorriso do povo tailandês. É aí que você entende a força do lema da religião: “Sanuk, Sabai e Saduak”, que significa “Seja feliz, fica tranqüilo e contenta-te com aquilo que a vida te oferece”. Na Tailândia, 95% da população é budista.


3. A comida é forte!

O tempero tailandês é exótico, mas muito apimentado. Há pessoas que amam a comida tailandesa, e eu mesma já havia estado em muitos restaurantes típicos tailandeses, só que em Bangkok eu confesso que não tive uma boa experiência.  O problema é saber qual o lugar certo para comer. Melhor fugir dos tradicionais e optar por restaurantes mais turísticos. Cuidado com os molhos.

4. O trânsito é completamente louco!

O trânsito em Bangkok também é muito curioso. Carros possantes trafegam lado a lado com os Tuk Tuks, transporte característico do país. O tuk tuk é usado por praticamente todos os tailandeses, sendo uma boa alternativa para driblar o trânsito, que é bem complicado. Só não é mais infernal que o calor, já que as temperaturas no país são muito altas praticamente o ano inteiro. Pense num lugar quente e únido…

 

5. Turismo em Bangkok é enriquecedor!

O roteiro mais turístico de Bangkok inclui visitas ao Gran Palace (com construções lindíssimas do final do século XVIII) e aos principais templos budistas: o Wat Phra, onde fica o templo do Buda de Esmeralda, todo esculpido em Jade; o Wat Pho, do (imenso) Buda deitado, todo folheado a ouro e o Wat Trimit, do Buda dourado feito com 5,5 toneladas de ouro. Para visitar os templos, além de tirar os sapatos é preciso estar vestido apropriadamente, ou seja, nada de shorts ou camisetas.

6. A massagem pode não ser como você espera…

Assim como em todos os países asiáticos, fazer massagem na Tailândia é algo tão básico quanto beber água. Existem milhares de casas especializadas em Bangkok (uma do lado da outra), mas sem essa ideia generalizada de sexualidade e erotismo que todo mundo associa à massagem tailandesa. Em quase todos os hotéis é oferecido o serviço de SPA, mas com cabines individuais para homens e mulheres. A massagem tailandesa é internacionalmente conhecida pela sensualidade e técnica, mas minha experiência não foi tão satisfatória, assim como a experiência com a comida: tão forte quanto. No meu caso foi tão “inesquecível” que passei três dias lembrando da bendita massagem toda vez que subia alguma escada (rss). Pode ter sido pura falta de sorte, mas meu conselho é “pegar leve” em ambos os casos.

 

Lição principal

Depois de uma semana, voltei da Tailândia com alguns quilos a menos e com uma bagagem bem maior. Resultado de experiências vividas num país onde a religião molda o caráter de um povo que não se cansa de sorrir. Sanuk, Sabai e Saduak!