Plaza de las armas

 

O vôo para Santiago estava completamente lotado. Além de estarmos nas férias, fui informada por um dos comissários que a capital chilena é um dos destinos mais concorridos dos brasileiros, especialmente nessa época, onde os turistas podem experimentar baixíssimas temperaturas, bem como esquiar nas cordilheiras dos Andes (a temporada de esqui vai de junho a outubro).
E a procura por Santiago – que fica literalmente aos “pés” das cordilheiras tem lá suas razões. Não é apenas a neve e os vinhos que atraem tantos turistas. Santiago é interessante por ser uma cidade com diversas atrações, construções históricas e modernas, refletindo no seu cenário urbano o desenvolvimento do país, que possui o maior IDH (índice de desenvolvimento humano) da América Latina. A cidade é limpa, organizada, tranquila e relativamente segura, uma antítese do que esperamos das cidades sul americanas. É preciso ver para crer!


Se deslocando…
Por uma questão de logística, no primeiro dia decidi me hospedar no centro de Santiago, próximo às atrações históricas. Ainda assim me arrisquei conhecer o metrô da cidade, que embora tenha me parecido prático, acabou não sendo a melhor das opções, principalmente por causa do horário (além de vagões super cheios, os chilenos não são muito simpáticos na hora do rush). A melhor maneira de se deslocar em Santiago é de taxi, e as corridas não são muito caras. Nem mesmo para quem precisa atravessar a cidade até Las Condes, o lado mais moderno de Santiago, onde fiquei hospedada nos dias seguintes.

Plaza de Armas e a Catedral Metropolitana
Comece pelo marco zero da cidade de Santiago, Plaza de las Armas. É onde se vê muitos turistas, ambulantes e chilenos que chamam atenção pela simplicidade e  suas estampas multicoloridas. Ali estão algumas das principais construções históricas como o edifício dos Correios e a Catedral Metropolitana, o maior templo católico do Chile. A catedral, que começou a ser construída em 1748, é linda e em estilo neoclássico, com portas imponentes, muitos detalhes e adornos. A visita é imperdível.

Mercado Central
A poucas quadras da Plaza de las Armas fica o Mercado Central, monumento histórico da cidade, conhecido pelas peixarias e restaurantes especializados em frutos do mar há mais de 140 anos. O mercado, que data de 1868, é formado por estruturas de ferro inglesas (pré fabricadas na Inglaterra) e vale a pena visitar não só pela sua arquitetura, mas para experimentar os mariscos. Os preços não são muito convidativos, até porque o lugar é bem turístico.


City Tour
Para quem quer conhecer os principais pontos num só dia e um pouco da história de Santiago, eu aconselho fazer o City Tour de ônibus (cerca de 20 mil pesos por pessoa), que faz doze paradas, entre elas o Museu Nacional de Bellas Artes, Plaza de La Constituición, o bairro comercial de Providência e a zona boêmia de Santiago, Bella Vista, de onde se anda até o Cerro de San Cristobal, no parque metropolitano. Lá os visitantes pegam o bondinho funicular para terem uma vista panorâmica da cidade.
A empresa de turismo mais famosa em Santiago é a Turistik, que oferece ainda diversos passeios fora da cidade como visitas a vinícolas (tour Santa Rita e Concha y Toro), visita aos Andes, Vina del Mar e Valle Nevado, onde fica a maior estação de esqui da América Latina. Há ainda opções de passeios com empresas menores, que oferecem os mesmos pacotes, mas com preços bem mais atrativos. Foi o que fiz quando resolvi conhecer Valparaiso e Viña del Mar…. mas isso já é assunto para o próximo post!