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Labadee

Nossa primeira parada: Haiti. Embora o destino não pareça o mais recomendado, assim que desembarcamos na praia de Labadee, percebi que se tratava de algo muito privativo, seguro e, claro, tão bonito como nas fotos que vi no Google. Isso porque Labadee é uma praia exclusiva da Royal Caribbean, totalmente estruturada para os turistas do cruzeiro.

Como se trata de um resort privativo, a praia é cercada por seguranças e nenhum passageiro pode sair da área (nem teria como). Todas as comidas e bebidas são trazidas do navio e é preciso pagar para usar as cadeiras e/ou tendas (o aluguel dessas custa nada menos que $250).

A empresa investiu muito dinheiro na praia, que oferece atrações aquáticas e atividades esportivas. Nada acessível, diga-se de passagem (uma volta na tirolesa, por exemplo, custa $100). Todo esse investimento e “exploração” da ilha e dos turistas, trouxe bastante empregos para os nativos que trabalham em Labadee e vendem seu artesanato. Aliás esse foi o único contato que tivemos com a cultura do Haiti: num mercado de artesanato construído ali para os turistas da Royal Caribbean. Embora os serviços na praia sejam bons (até porque é uma extensão do navio), os preços são altos e não há opções de passeios que não sejam oferecidas pela empresa. Valeu a pena pela paisagem do lugar!

Falmouth e Montego Bay

Nossa segunda parada: Falmouth. A Jamaica é um dos lugares no Caribe que sempre quis conhecer! Não apenas por ser a terra do Bob Marley, mas porque a ilha é famosa por suas praias paradisíacas e resorts luxusos. Talvez por causa da expectativa, eu esperava mais da Jamaica.

Em Falmouth, além do distrito histórico ao redor do porto  (bem estruturado por sinal) e o mercado local, não há muito o que fazer.Como optamos por não fazer os passeios do navio, resolvi procurar um transporte local e ir para Montego Bay, capital de St. James e segunda maior cidade da Jamaica.

Conversando com os locais, ficamos sabendo que Doctor’s Cave era a melhor praia para turistas. Ali mesmo no ponto de saída dos táxis e ônibus, contratamos um micro-ônibus que fez o transfer (ida e volta) pagando 20 dólares por pessoa. Achei tudo muito desorganizado no ponto de saída dos transportes. É preciso saber bem para onde vai e negociar o preço antes.

Saindo de Falmouth logo vimos a pobreza que cerca o distrito e a sujeira pela estrada, algo bastante contrastante com que vimos algumas milhas a frente: inúmeros resorts, campos de golf, hotéis e casas luxuosas.

Doctor’s Cave Beach

Doctor’s cave é uma das praias mais famosas da Jamaica e muito frequentada por turistas. Pequena e charmosa, a praia é o cenário perfeito do Caribe com areia branca, águas calmas e cristalinas. Como não é pública (pagamos $6 pra entrar), a praia é bem cuidada e estruturada (o wifi é gratuito, mas é preciso alugar cadeiras e guarda-sol).  Seguindo os conselhos dos nativos, provamos o famoso Jerk Chicken, um prato tradicional jamaicano e bem apimentado.

Observações!

A menos que você vá se hospedar num desses resorts famosos e desfrutar de suas estruturas fechadas e praias privativas, não vi opções de praias, restaurantes e lugares de entretenimento. Não por outra razão,  todos os turistas dos cruzeiros são levador para Doctor’s Cave Beach. Fiquei imaginando aquela praia pequena em alta estação.

Como eu já conhecia BVI, St. Thomas e Cayman, achei que a Jamaica (com excessão do porto de Falmouth) deixou a desejar em termos de estrutura local.

Durante todo nosso passeio na Jamaica, além de ouvir Bob Marley, fomos abordados diversas vezes por jamaicanos oferecendo marijuana, uma prática normal na ilha, embora ainda ilegal no país. Ficamos só no Jerk Chicken mesmo!