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Na semana em que todos discutem sobre o histórico referendo que decide a independência da Escócia, eu resolvi escrever sobre este país que compõe o Reino Unido há 300 anos. Pelo sim ou pelo não, a Escócia não perderá o seu reino, esteja ele unido ou desunido! Pelo menos não para nós viajantes…

“Sem destino” para Edimburgo 

Quem nunca assistiu aqueles filmes de época repleto de paisagens bucólicas (ao som de gaitas de fole escocesas) e não ficou com vontade de ser perder naqueles campos verdinhos e castelos, se esquecendo do resto do mundo?  Foi exatamente essa a sensação que tive na minha viagem para Edimburgo, capital da Escócia.

 

carneirosSaindo de Londres 

Indo de trem, a viagem dura em média 4h e meia a 5horas. O ponto de partida é a estação de King’s Cross e o ponto final a estação de  Waverley, principal em Edimburgo. Se você é diferente de mim e prefere programar a viagem com antecedência, aconselho comprar os tickets pela internet no site da National Rail. Indo de carro pela A40/M40, você vai gastar em média seis horas e meia. Apesar de ter optado pela segunda opção, o trem é ainda o melhor meio de transporte para os turistas fazerem esse roteiro.

Assim que saímos da motorway, entramos numa  rodovia com estradas estreitas cercadas de altas montanhas, vilas de casas tradicionais inglesas e uma vegetação de tirar o fôlego (se é que posso ser bem clichê). Vacas felpudas e carneiros super fofos completavam o cenário, que mais parecia uma pintura paisagista.

EdimburgoPrimeira impressão

Chegando em Edimburgo a vista não é menos encantadora. Com uma arquitetura típica das cidades antigas europeias, o visual é majestoso, com muitas construções góticas, o que dá certo mistério à cidade e confere a Edimburgo a fama de cidade de fantasmas. O centro histórico também conserva aspectos da era medieval.

A segunda maior cidade da Escócia me pareceu bem pequena! Se você se hospeda na New Town (Prince street) ou na Old Town (onde ficamos) pode-se visitar os principais pontos turísticos da cidade a pé.

IMG_1975Explorando a cidade

Descendo a Royal Mile você irá andar até o Castelo de Edimburgo – construído sobre uma rocha de origem vulcânica – e enquanto passeia pelas lojinhas com centenas de artigos para turistas (como as curiosas saias escocesas), vá até a Holyrood House, residência oficial da monarquia desde o século XV. Ainda na parte antiga da cidade, você pode visitar uma das destilarias onde são fabricados os famosos whiskys escoceses.

A cidade, também conhecida por festivais culturais e música, reúne artistas de rua, como músicos que tocam canções escocesas em gaitas de fole. O cartão postal perfeito do lugar!

IMG_1983Sighseeing

Um jeito legal de conhecer a cidade é fazendo o “sightseeing”, passeio de ônibus que explora todos os pontos turísticos, como teatros, palácios e construções antigas que contam a história da cidade; tudo narrado por um guia turístico bem divertido que traz curiosidades sobre o país e a vida dos escoceses nos primeiros séculos.

 

IMG_2023Voltamos para Londres sem pressa curtindo a paisagem e parando pelos vilarejos na beira da estrada. A sensação era de ter voltado no tempo, em lugares onde o tempo parece ser o que menos importa para aqueles simpáticos escoceses. Se não for vegetariano (sem querer ser separatista), aproveite para provar o tradicional lamb (carneiro) e tente, é claro, não lembrar da pintura paisagista! A culinária na Escócia é tipicamente inglesa, assim como tantas outras características no país. Após 300 anos no Reino Unido, a Escócia (independente ou não) será sempre majestosa com seus inúmeros castelos e  “bonachona” com  seus “ingleses” vestidos de saia, bebendo whisky e tocando gaita….