Dicas

 

Chegou em Hong Kong….e agora??

 

Viajar para o outro lado do mundo pode parecer complicado e difícil à primeira vista – principalmente se você vai sozinho – mas posso garantir que é mais simples do que parece.

 

SAÍDA E CHEGADA

 

Saindo do Brasil, a melhor opção é ir via Estados Unidos fazendo conexão em Dallas, Nova Iorque ou Los Angeles. A American Air lines agora tem vôos direto dos EUA pra HK, o que facilitou mais a vida de quem viaja muito pra lá. Gosto muito da Cathay Pacific também!

airport-express hkChegando ao aeroporto em HK, não precisa se apavorar. Você vai pegar o Airport Express, que vai te levar para Kownloon ou Hong Kong Station (gastando 90HKD para Kowloon  e 100HKD para HK Island).

Tudo vai depender, é claro, da área aonde você vai ficará hospedado. Certamente você estará carregando malas, então é melhor pegar um táxi na estação. Como grande parte dos taxistas não fala inglês, leve o endereço anotado e mostre ao motorista. Já tive problemas sérios com comunicação e hoje sempre peço para alguém no balcão de informações do aeroporto, para transcerver em chinês o endereço. Aí não tem erro!!

SE LOCOMOVENDO

 

hong-kong taxiApesar das corridas de táxi em HK serem bem baratas, a maneira melhor de se locomover é o metrô.  Você vai corer um grande risco de não ser entendido e o motorista ficar dando voltas, o que, posso assegurar, não sera uma experiência muito agradável! Primeiro porque eles não sabem dirigir (aceleram e freiam na mesma proporção), além de serem estressados. Segundo, porque o taxi nem sempre é limpo e cheiroso como você gostaria.

kowloon stationNas próprias estações de metro você ira comprar um Octupus Card, um cartão recarregável nas maquininhas ou nos guichês. Com ele você anda de ônibus, metro e bondinhos.

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Em Hong Kong algumas estações de metrô são enormes! Mesmo que você saiba o nome da parada, é importantíssimo saber exatamente qual a rua e a letra correspondente à saída que você quer. Pergunte antes no balcão de informações ou no hotel, para não ficar perdido.

Hong Kong é uma cidade vibrante, com muitas opções de lazer e gastronômicas, seja de culinária chinesa ou internacional. Quase todas as pessoas que vivem em HK  se viram bem no inglês. O problema é aquele sotaque asiático engraçado, o que dificulta um pouco a comunicação.

Se não tiver alguém local para te ajudar (o que é sempre muito útil), aproveite para desbravar a cidade com o mapa do metro na mão (que segue o mesmo sistema britânico, tornando a locomoção muito fácil).

A cidade é populosa, mas não é grande em extensão. Em poucos dias eu já estava me sentindo praticamente uma local.  Leve sempre no bolso o cartão com o endereço do hotel (em chinês) e boa sorte! O importante é não ter medo de se perder, aprender a rir dos próprios erros e se divertir com as diversidades culturais.

 

Controle de imigração

Pessoas que viajam muito, certamente têm algumas histórias pra contar sobre as entrevistas no controle de imigração – nem sempre alegres ou divertidas – principalmente se esses viajantes são brasileiros. É chato ter que admitir, mas pessoas de origem latina ainda são olhadas de forma atravessada pelos oficiais imigratórios – estes nem sempre simpáticos ou dispostos a facilitar sua entrada no país.

O fato é que depois de muitas sabatinas a gente acaba ficando descolado na hora de carimbar o passaporte e aprende exatamente o que fazer e o que não fazer.

A maioria morre de medo da imigração americana, mas posso te assegurar que na Inglaterra a coisa é um pouquinho mais complicada. Lá o controle de imigração sempre foi maior que em outros países europeus por causa da grande atratividade de imigrantes ilegais.

 

Então, aqui vai algumas dicas para você que pretende viajar mas não sabe como se comportar na entrevista (isso serve para qualquer país, seja na Europa ou EUA).

A primeira coisa que eu sempre gosto de frisar é a aparência. Portanto, atenção com a forma de se apresentar! Dê preferência às roupas discretas e sóbrias. Mulheres! Nada de decotes e roupas justas, principalmente se está viajando sozinha. Infelizmente latinas ainda são vistas como “garotas de programa” em potencial. Pode parecer exagero, mas estar com as unhas feitas e bem cuidadas também conta na hora de entregar o passaporte.

 

Ter o mínimo de conhecimento em inglês, ajuda muito. As perguntas-chave são: “qual o motivo da viagem” “quanto tempo vai ficar” e “onde vai ficar?” Fale somente o necessário e responda as perguntas com tranqüilidade e precisão. Nada de ficar puxando conversa ou esticando o assunto.

 

Leve com você a passagem de volta e a reserva do hotel aonde vai se hospedar. Quase sempre eles solicitam para se certificar de que realmente você não pretende ficar no país. Caso fique na casa de amigos ou parentes, (se questionado) informe o endereço.

 

Se estiver viajando em grupo, é mais aconselhável cada um fazer sua entrevista sozinho, exceto quando há grau de parentesco. Família, sempre passa junto, mas um só fala.

 

Nunca minta para um oficial imigratório! Eles sempre te cercam com perguntas para você se enroscar de propósito. Se a intenção é passar seis meses, por exemplo, (prazo do visto para turista) melhor não declarar isso. Leve uma passagem com data de volta para no máximo dois meses, e se for o caso remarque depois.

 

Mantenha a calma e a tranqüilidade, mesmo que ele esteja querendo te tirar do sério. Jamais afirme que não tem intenção de morar no país. Isso vai ser interpretado de forma contrária.

 

 

Aeroportos! Dicas para tornar sua viagem mais segura e prática.

 

Esses dias um amigo comentou que os aeroportos brasileiros viraram “zonas de guerra” e infelizmente tive que concordar com ele. Basta acompanhar os noticiários ou embarcar via Cumbica para se dar conta de que aquele ambiente feliz – onde as pessoas se encontram para viajar – já não é mais tão seguro e tranqüilo como antigamente. Ainda assim é possível fugir do stress e tornar o começo da viagem tranqüila? Sim, se você prestar atenção em alguns pontos importantes.

Pensando nisso eu preparei algumas dicas que podem tornar sua viagem mais segura e, claro, muito mais prática.

 

Quando o assunto é segurança…

1. Ser gentil às vezes pode não ser legal.


Quem nunca foi abordado por alguém num aeroporto? Fosse para “dar uma olhadinha” nas malas ou para “guardar o lugar” na fila. Nessas horas é melhor não ser tão gentil e recusar esses tipos de favores, afinal nunca se sabe o que “o outro” pode estar pretendendo.

Nunca receba objetos, sacolas ou malas de terceiros! Lembre-se que aeroportos estão repletos de câmeras de segurança, o que pode te colocar numa verdadeira furada. Lembre-se também que centenas de pessoas são presas todos os meses tentando entrar no país com drogas. Melhor ficar esperto.

 

2. Cuidado com a distração!

Empurrar carrinhos, carregar bolsas, e em muitos casos, ter que ficar de olho na criançada, pode fazer com que muita gente se distraia, esquecendo pertences ao longo do caminho. Melhor ficar de olho em todos os movimentos!


Fazer compras em livrarias também pode levar qualquer um a se “desligar” por alguns instantes. É exatamente nessa hora que os espertinhos agem. Vira e mexe um desses é flagrado “passando a mão” em computadores, bolsas, e até mesmo no carrinho inteiro. 

Não durma nos bancos de espera. Mesmo se você tiver feito cinco conexões e não tiver dormido nos últimos dez dias, segure a onda e tente não cochilar. Na hora que você acordar correrá o risco de não encontrar nada em volta.

3. Melhor não “dar conversa” a estranhos.

Por melhores que sejam as intenções de alguns, “quem vê cara não vê coração”. Isso vale para quem prestou atenção no tópico número 1 e não quer correr o risco de se deparar com suspeitos.

4. Se estiver viajando sozinho, faça imigração sozinho!

Já ouvi histórias de pessoas que se comprometeram ou foram deportadas por passar na imigração com “recém-conhecidos”. Mesmo que vocês tenham se tornado verdadeiros “amigos de infância” dentro do avião, melhor não arriscar. Vai saber que tipo de encrenca ele(a) pode arrumar para você, não é?

 

Quando o assunto é praticidade…

1. Faça o check in pela internet.

Isso vai evitar que você pegue longas filas no balcão das companhias aéreas. Com o check in pronto e cartão de embarque em mãos (impresso em casa), você só precisa despachar as malas.

2. Acumule milhas e seja VIP

Ter um cartão com um número razoável de milhas pode te colocar numa posição bem mais confortável na hora de viajar. Como quase todas as grandes companhias fazem parte de programas internacionais de milhagem (alianças como Star Aliance e One World), você terá atendimento prioritário e acesso livre às salas vip, desfrutando de todo conforto e comodidade. Chato, não?

Obs: A depender da bandeira do teu cartão de crédito, o acesso às salas vip também pode estar garantido.

3. Use roupas confortáveis (para mulheres)

Viajar com roupas ou sapatos desconfortáveis pode ser uma cilada, principalmente se você tiver que andar muito. Há aeroportos onde os terminais são enormes e a distância entre eles também. Eu juro que não entendo quando vejo mulheres de salto (fazendo um esforço danado para empurrar seus carrinhos) ou usando roupas que certamente irão incomodar dentro do avião. Amiga, não dispense o tênis, sapatilha ou roupas de malha. Isso vai fazer toda a diferença, pode apostar!

4. Leve sempre uma jaqueta na mão

Mesmo se tiver o maior calorão, é sempre bom viajar com uma jaqueta ou moletom. A depender do lugar, a temperatura pode oscilar muito num mesmo dia. Isso sem contar o ar condicionado dentro do avião, que quase sempre é bem forte. Passar frio, nem pensar!

5. Dê preferência às malas com quatro rodinhas.

Pode parecer bobagem, mas não é, principalmente pra quem carrega nécessaires, computadores, eletrônicos, etc etc. No dia que sua mala de mão estiver um pouquinho mais pesada, você vai entender a importância de uma com quatro rodinhas. Seus braços irão agradecer.

 

 

 

Como se locomover em Londres

A maioria dos brasileiros que viaja para o exterior acaba gastando mais que o necessário na hora de se locomover. Já conheci muita gente em Londres que – por medo de se perder ou porque não conheciam o sistema de transporte da cidade – nunca haviam andado de metrô ou ônibus. E como andar de táxi não é nada barato, aqui vão algumas dicas de quem aprendeu tudo sozinha, na cara e na coragem. Ter o mínimo de conhecimento em inglês é essencial, ou não dá pra sair do lugar.

Chegando em Heathrow

Independente de qual terminal você chegar, as placas de sinalização irão indicar o caminho para a Central Bus Station (Estação Central de ônibus) ou para o London Underground (o metrô da cidade).

Ônibus

Se você desembarcou no terminal 1,2 ou3 e quer ir para a Central Bus Station você pode ir caminhando pelo térreo ou pelos “walkways”  que conectam os terminais. É rápido e fácil já que a Central fica localizada entre eles. Se por acaso chegar nos terminais 4 ou 5, pode pegar (gratuitamente) o Heathrow Express ou o Connect Trains.

Metrô

Se a idéia é “aterrisar” mais rápido no centro de Londres, o melhor é pegar o metrô, que passa em todos os terminais. A linha é a Piccadilly line (cor azul marinho) que pára em estações famosas como Earl’s Court e Green Park (pertinho do Hide Park e Buckingham Palace). Chegando ao guichê compre o Day Travel Card (que te dá direito a andar quantas vezes quiser de metrô, ônibus e trens (rail service). Uma vez na cidade, preste atenção em qual zona do metrô você se encontra, para não ter que pagar mais. (comprando de 1 a 4, você roda os principais pontos da cidade).

Heathrow é o principal e maior aeroporto de Londres, mas há outros menores (com vôos dentro da Europa) como City, Gatwick e Luton. Esses últimos ficam um pouco afastados e o translado entre eles é feito pelo National Express (ônibus). Para quem quer ir direto pra cidade há a opção de pegar os trens e descer na estação de London Victoria.

TUBE MAP

À primeira vista, o Tube Map (mapa do metrô) parece difícil, mas não é. Como cada linha tem uma cor, o segredo é saber quais linhas passam pela estação mais próxima do seu hotel. Se você sabe para onde quer ir ou já se informou em qual estação deve parar, é só olhar no mapa e descobrir quais linhas conectam as estações que te levam até seu destino. Ex: Se você está em Nothing Hill e quer ir até Westminster (veja no mapa), você vai pegar a Central Line (vermelha) ir até a estação de Bond Street e trocar pela Jubilee Line (prata). Mais duas paradas e pronto. Chegou!

Os mapas do metrô são distribuídos gratuitamente dentro das estações ou no guichê.

 

South or North

Antes de pegar o metrô, cheque qual direção você está indo. Veja que no final das escadas, há duas saídas (norte e sul) informando quais os pontos de parada de cada rota. Tendo em mãos o nome da sua estação, fica fácil.

Guichê Eletrônico

Chegando à estação se houver apenas maquininhas, não se desespere! Com um simples toque na tela você escolhe as opções disponíveis: day travel card, return ou single. Depois disso é só clicar em quais zonas você quer (1 -6 ) ou (1,2,3,4) etc…O preço vai aparecer junto com o botão de adicionar mais passageiros (caso queira comprar mais de um). Há também a opção de digitar as iniciais do local onde está indo (para quem esta comprando só a ida) e depois selecionar na lista o destino certo. A compra pode ser feita em cartão de crédito (seguindo as instruções do painel), dinheiro ou moedas. Após as 10h da manhã, as passagens são mais baratas.

PRINCIPAIS LINHAS DO LONDON UNDERGROUND

Victoria Line – Azul Claro

Bakerloo Line – Marron

Central Line – Vermelha

Piccadilly Line – Azul Marinho

Northen Line – Preta

District Line – Verde

Circle Line – Amarela

Jubilee Line – Prata

 

Dicas de compras em Londres

Se existe um lugar onde a moda é livre e irreverente, esse lugar se chama Londres. E não por outra razão a cidade é um verdadeiro paraíso fashion e inspiração para estilistas do mundo inteiro. Pode até não parecer, mas comprar roupas na terra da rainha pode ser bem acessível, já que nem tudo por lá tem preços dignos da realeza. Se você pensou na taxa de câmbio, esqueça! O segredo é saber exatamente aonde ir e aproveitar.

No verão quase todas as lojas entram em “sale” – basta dar uma caminhada pela Oxford Street e constatar que não estou exagerando– e com certeza nesses períodos você irá encontrar moda para todos os gostos e estilos, com preços bem atrativos, até mesmo em lojas como a Gap, H&M, Next, Zara etc..

 

Mas se a idéia é comprar muuuuuito e gastar pouco, a palavra mágica é Primark. A loja top fast fashion de Londres, vende blusinhas, vestidos, lingeries, acessórios e até roupas infantis por 4 , 5, 6 libras. Não por acaso a Primark se tronou a maior cadeia de lojas do Reino Unido, com centenas de milhões de consumidores que adoram a perfeita combinação entre high fashion e low price.

Seguindo tendências, estilos e até mesmo “copiando” peças de grifes famosas direto das passarelas – a Primark caiu no gosto das britânicas.

 

Embora a qualidade não seja das melhores, se você souber procurar vai conseguir encontrar peças incríveis e boas. A seção de lingeries é uma festa (e a qualidade é ótima). Entre com 50 libras e saia com a sacola cheia. São conjuntinhos maravilhosos, algumas imitando as peças da Victoria’s Secret.

 

Outro lugar interssante é a TK Maxx, principalmente se o seu objetivo é comprar roupas de marca e com preços bem abaixo do valor. A loja é uma espécie de Outlet que vende marcas como Diesel, Calvin Klein entre outras (em torno de 40% de desconto). Há TK Maxx espalhadas por diversos pontos em Londres e o legal é ir sem pressa para poder “garimpar” bem. Vale a pena dá uma passadinha por lá (mais de uma vez) e ver o que tem de novidades. Às vezes é possível encontrar verdadeiras preciosidades.

 

 

A Marks & Spencer é outra grande rede de lojas de departamentos e que vale muito a pena ir. A qualidade das roupas é boa e o estilo é um pouco mais clássico (mas há também peças top fashion). Se estiver em liquidação, pode comprar sem medo, pois são roupas que irão durar muito no seu guarda-roupa.

 

 

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