corciano

Existem cidades totalmente fora do circuito do turista e que a maioria das pessoas nem sabe que existem! Mas é exatamente nesses lugares que você é surpreendido pela beleza e pela história, conseguindo o que poucos visitantes têm oportunidade de experimentar em viagens: se sentir parte do ambiente, mergulhando na atmosfera local.

Nos arredores da cidade de Perugia, na Itália, existem dezenas de cidadezinhas medievais. Duas delas sempre me chamaram atenção quando eu passava de carro. Corciano e Solomeo. Por que?

(assistam o vídeo no final!) 

Corciano

Não é difícil se encantar com pequenos vilarejos e cidades que construídas no alto de colinas há milhares de anos, não é mesmo?  Pois bem…Corciano, que fica mais ou menos 10km de Perugia, eu conheci numa dessas tardes frias da Umbria e meu encantamento não foi menor ao chegar. Com características medievais e traços da cultura etrusca, o centro histórico do lugar é um recorte dos livros de história. Logo na entrada você é “recebido” pelo imponente portão de Santa Maria construído em 1472 e que até bem pouco tempo mantinha a antiga gaiola onde os presos ficavam suspensos; há alguns séculos. Dentro da “velha” cidade, o tempo parece literalmente não ter passado. Aliás, ali ele também parece parar durante as tardes, já que quase não se vê pessoas nas ruas.

Depois de caminhar por longos minutos, eu não sabia dizer se a siesta havia se estendido ou se era apenas a rotina do lugar. Obviamente que, no primeiro café que encontrei aberto – eu fui a única cliente – eu esqueci por algumas horas que havia internet ou um mundo acelerado aqui fora me esperando.

Existem dois museus e uma igreja, que estava fechada para visitação neste dia. Se você me perguntar o que eu vi em Corciano eu respondo: Corciano!

Solomeo

Solomeo, que também fica no alto de uma colina, sempre me despertou curiosidade pela sua perfeição quase que artificial; um lugar que parece ter sido recriado aos moldes medievais. Com muitos pinheiros em volta e “novas” casas antigas , o Vilarejo foi todo restruturado pelo milionário Brunello Cucinelli, considerado o “rei do cashmere” na Europa.

Solomeo é lindo, com construções medievais totalmente intactas. O paisagismo do lugar realmente chama atenção e reflete todo cuidado do Brunello, que fez de Solomeo seu paraíso particular. A casa do milionário, ou melhor dizendo, a sua mansão, acabou virando uma espécie de ponto turístico, já que o seu jeito detalhista e excêntrico de administrar o vilarejo desperta curiosidade dos visitantes, mas deixa os italianos meio desconfiados. O cara além de construir um teatro com o próprio nome, impôs algumas regras por lá, como a de proibir que os moradores estendam roupas no varal do lado de fora.

A igreja de São Bartolomeu completa o cartão postal do lugar que ainda mantém características fortes da história, mas com charme (mesmo que os umbros digam ser artificial) e ares de um “castelo encantado”.

 

 

 

ASSISTAM O VÍDEO : CORCIANO E SOLOMEO